terça-feira, abril 15, 2008

...'tá o tudo escrito no Livrão de Deus...

Findas as práticas recolho-me à casa. No permanente perguntar para onde ir - enxergo a lonjura da noite. Umas dores leves noticiam o existir de cabeça, ombros, peito e, por aí acima e abaixo, o todo espaço de um ser-vivente-em-si. A dor não é dor de fato. É antes sinal, lição do tempo; é anúncio, convite, alento; é desenho de ponto exato. A escrita é de calar todo acontecimento. É fala de ocultar o dia-de-palavra-em-vão. À leitura! - diz o mestre. E sigo..........................O livro diz: livro. A história diz: história. A água nada diz. As unhas dizem: corte! A tesoura corta e grita: sangue! E a água turva a rodopiar os canais invisíveis nada diz. Nisso a música é de precisão. Uma canção com palavra: vida, ferida, gesto e um vocalise ao fim de: olhar, ar, ai, a. ...................Venho do sangue de umas gentes cheias de amor e de temores. Por isto permaneço na casa, alheio, guardado, senão quando às ruas me conduzem os afazeres. Todavia aqui, recluso, sonho casa percorrida por milhares. E os faço dançar danças e cantar uns cânticos, qual fôssemos celebrantes de uma missa em graças aos sangues tantos em nós misturados.......................Nesses trechos, um trecho da noite esta, um instante antes de seguir aos outros sonhos..........................&

3 Comments:

Blogger Pó & Teias said...

Este, porém, está bom deveras...

2:46 AM  
Blogger Etel said...

Haroldo, eis que, afinal, reencontrei o papelzinho com tuas direcciones virtuales.
Que prazer de leitura! Não sou muito bloguenta, mas garanto que voltarei aqui mais vezes. E reencontro aqui, também, meu bom amigo Pozzo. Que bom, estamos todos hablando. E acho que te entrevi na platéia do Paiol. Era você mesmo?

5:34 PM  
Blogger Haroldo Machado said...

E eu não tenho um papel com endereço seu. É uma falha linda. Ao Paiol, naquela noite, não fui, senão nos sonhos trazidos por uma febre, ligeira.
Inclino-me.
Beijo, escrito.

8:17 PM  

Postar um comentário

<< Home